sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ele continua magistral...

O dia finalmente chegou.

O adversário não tinha Totti, Kaká ou Del Piero. Tampouco era um desses times de tradição no futebol. A Garça do Vale do Paraíba, como é conhecido o Guaratinguetá, completa este ano seu primeiro século de existência e jamais havia sido tão vitrine antes.

Era um dia especial no interior de São Paulo. Em campo, estariam o pentacampeão brasileiro e Adriano.

Bola em jogo. Fim da ansiedade dos são paulinos... e do mundo inteiro do futebol.

O time da capital começa com um jogo acanhado, sem muitos fundamentos. O Guará se solta nos minutos iniciais e parece querer mostrar que é quem manda no terreno. Chances atrás de chances nas costas da zaga tricolor, notadamente em processo de rearranjo com a saída de Breno e a entrada de Juninho.

Não foi pra menos. O zagueiro Renato, que nunca foi notícia de jornal no exterior, rouba a cena. Numa falta cobrada de meia distância, a bola espirra na barreira e engana o goleiro Rogério Ceni. Garça do Vale 1 x 0.

O São Paulo esboça alguma tentativa de reação, mas o grupo, cheio de peças novas, não é competente para igualar o marcador e finda o primeiro tempo em desvantagem.

Muricy Ramalho resolve optar pelo plano secundário. Saca o volante Fábio Santos e coloca Aloísio, a segunda "muralha" do setor ofensivo.

Aos 45 segundos do segundo tempo, Miranda se envolve num bate e rebate na entrada da grande área. A bola sobra.

E todo encantamento que envolvia o retorno do centroavante Adriano aos campos serviu de motivação pra que o Imperador desencantasse.

Com um balaço fenomenal de perna esquerda, a bola se dirige quase que instantaneamente pras redes e faz extravasar a alegria da massa são paulina, do novo Adriano e dos companheiros. É o gol do empate.

Aloísio Chulapa mostrou pra que entrou. Domina, como poucos, a arte de trombar e cavar faltas. Numa dessas investidas ao ataque, foi tocado pelo adversário e caiu. Falta do meio da rua. Juninho, batedor de bolas paradas com bastante potência no chute, havia lesionado minutos antes o tornozelo e Alex o substituiu.

Ainda havia Jorge Wagner pra cobrar, ou o próprio "Ricky", que arrisca uns tiros de longe.

E havia Adriano. E sua astúcia.

Tomou distância, bateu e guardou.

Era a virada do jogo. É o começo da virada de Adriano.

2 comentários:

Anônimo disse...
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Thiago Couto disse...

começou com o pé esquerdo...hehehe

o primeiro gol dele... foi um golaço!! boa sorte pro adriano